E ele olhou para mim, com os olhos de piedade.
Afagou minha cabeça com um toque de carinho.
Abraçou-me com se abraça um verdadeiro amigo.
E ao ouvir meu choro, enxugou minhas lágrimas e não falou nada, apenas teve compaixão.
Ele estava ao meu lado na hora que eu mais precisei. Foi verdadeiro, leal, presente, um verdadeiro amigo.
Amigos assim são raros.
Todo mundo anda muito ocupado, ou com afazeres pessoais e profissionais, ou com a própria vida.
E esta falta de tempo, nos tira a chance de nos ocuparmos com as lágrimas e sentimentos de outros amigos,
justamente aqueles que outrora juramos fidelidade, presença e solidariedade nos momentos de dor.
E a vida se torna, às vezes, um deserto assustador.
Os amigos, que se diziam verdadeiros e que um dia pensamos, pudessem estar conosco para qualquer situação, desaparecem como num passe de mágica.
Sobram poucos, pouquíssimos, raros. Amizades verdadeiras comprometem e comprometimento assusta.
Mas eu tenho um amigo que jamais me abandonou, que é comprometido comigo.
E nas horas de tristeza e perda, ele se apresenta, como um Pai que acaricia o seu filho com o amor incondicional. E o seu abraço, sempre acolhedor, me conforta.
Ele, então, beijou-me a testa, limpou minhas lágrimas, abraçou-me novamente e disse-me:
“Jamais te abandonarei. Estarei sempre ao seu lado. Conte comigo.
Eu também conto com a sua fidelidade, amizade e presença na minha vida.”
As cacetadas que o mundo dá, serão doídas. Continuarei perdendo as pessoas que amo.
Continuarei enfrentando as dificuldades que a vida apresenta.
Irei me decepcionar com muita gente ainda e, por certo, não encontrarei os verdadeiros amigos de outrora
dispostos serem o que um dia prometeram ser.
É preciso encarar esta realidade nua e crua que é a vida nos dá.
É cada um por si. Definitivamente, é assim que as coisas se apresentam.
Cada um por si, mas Deus é por todos. É isso que me mantém vivo e esperançoso.
“Eu tenho um amigo que me ama, que me ama, que me ama.
Eu tenho um amigo que me ama, seu nome é Jesus”.
( Alberto Meneguzzi)