31 julho 2011

Ágapê!

“Ágape é o amor incondicional, o amor generoso, o amor sem limites: puro Livre!”

“Tempo de escassez de atitudes de misericórdia.”

“Falta um sonho de vida e sobram angústias pelas ausências desse sonho.”

“Não podemos permitir que os erros vençam os acertos, que a superficialidade ocupe mais espaço que a densidade do mundo intrapessoal e inter-relacional. É preciso resgatar os valores que com conduzem à felicidade. E de maneira simples e profunda, como é a Palavra de Deus.”

“A Luz, o Verbo, é Deus, Criador do Uni­verso, Ágape. Livre. Amor gratuito. Ágape, amor restau­rador, salvador, santificador.”

46 E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
47 meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
48 porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gera­ções,
49 porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.
50 Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.
51 Manifestou  poder do seu braço: desconcertou os cora­ções dos soberbos.
52 Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.
53 Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.
54 Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
55 conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua poste­ridade, para sempre.

 "Desconcertou os corações dos soberbos"!
O Magnificat é o canto inspirado na gratidão a Deus pela sua ação Ágape. É Deus amando, cuidando dos seus filhos.

"Sua misericórdia se estende, de geração em geração!' Misericórdia é Ágape. Coração com coração.

“O Bom Pastor cuida de suas ovelhas Jesus nos convida a sermos cuidados e a cuidar simultaneamente Somos ovelha e pastor. Somos pastor e ovelha. Cuidamos do outro e nos permitimos a ação generosa do cuidar.”

"Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo”.

“Jesus veio ao mundo para ensinar a amar e para religar o amor dos filhos com o Pai. A Crucificação e a Ressurreição atestam a vida vencendo a morte.”

“Ora­ção é a força que nos comove e nos move para a ação.”

“A bondade é filha do amor. Ágape gera a bondade. A bondade é o amor em ação.”

“O mal não pode vencer o bem. Se as atrocidades nos incomodam, se a banalização da violência nos assusta, épreciso ir além. Além do que os nossos olhos podem ver, além do que os nossos sentidos podem captar. É preciso ir além e chegar ao recôndito do nosso coração onde só a linguagem da alma, dos sentimentos, da simplicidade e da fé é capaz de alcançar.”
(Gabriel Chalita)

Introdução:

Ágape é uma palavra de origem grega que significa o amor divino. O amor de Deus pelos seus filhos. E ainda o amor que as pessoas sentem umas pelas outras inspi­radas por esse amor divino.

Deus é amor. A criação do mundo e do homem é um ato contínuo de amor. Ë por isso que o profeta Isaías traz esta revelação tão essencial:
4 Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto remos por ti, entrego nações em troca de ti.
5 Fica tranquilo, pois estou contigo, (...).(Is 43,4-5b).

Poema da Paz:
O dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O obstáculo maior? O medo
O erro maior? Abandonar-se
A raiz de todos os males? O egoísmo
A distração mais bela? O trabalho
A pior derrota? O desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
O que mais faz feliz? Ser útil aos demais
O mistério maior? A morte
O pior defeito? O mau humor
A coisa mais perigosa? A mentira
O sentimento pior? O rancor
O presente mais belo? O perdão
O mais imprescindível? O lar
A estrada mais rápida? O caminho correto
A sensação mais grata? A paz interior
O resguardo mais eficaz? O sorriso
O melhor remédio? O otimismo
A maior satisfação? O dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? O amor

Tranquilidade é um dom de Deus. Não significa que os problemas deixarão de existir. Entretanto, é a calma necessária, o tempo como um novo nome para o amor que nos apresenta a esperança. Diante do cortejo da dor, surge a esperança. A esperança nos tranquiliza por sabermos que Deus está conosco. E está conosco porque nos ama.

Ágape, o amor de Deus que dá significado à nossa vida.

Capítulo 4 da Primeira Carta de São João:
7 Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
8 Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
9 Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele.  
10 Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.
11 Carís­simos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros.
12 Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito.
13 Nisto é que conhecemos que estamos nele e ele em nós, por ele nos ter dado, o seu Espí­rito.
14 E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo.
15 Todo aquele que pro­clama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.
16 Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.
17 Nisto é perfeito em nós o amor: que tenhamos confiança no dia do julga­mento, pois, como ele é, assim também nós o somos neste mundo.
18 No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor.
19 Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro.
20 Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê.
21 Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão. (1jo 4,7-21).

Jesus Cristo purifica e liberta das nossas carências humanas a busca do amor e da verdade e desvenda-nos, em plenitude, a iniciativa de amor e o projeto de vida verdadeira que Deus preparou para nós.

Jesus é o Bom Pastor. Jesus é a luz do mundo. Jesus é a revelação do amor.

A Bíblia é uma carta de amor que o Senhor nos enviou. E quando amamos e somos amados, é sempre bom ler, reler a carta que nos foi enviada.
A Bíblia é Ágape. É  amor escrito para que seja vivido.
[1]
O Verbo Divino
Evangelho de São João
Capítulo 1

1No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio junto de Deus.
3 Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito.
4 Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens.
5 A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
6 Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João.
7 Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, afim de que todos cressem por meio dele.
8 Não era ele a luz, mas veto para dar testemunho da luz
9 [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilu­mina todo homem.
10 Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu.
11 Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.
12 Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus,
13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus.
14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.
15 João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim.
16 Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça.
17 Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.
18 Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou.

“Deus, o Verbo se fez carne e habitou entre nós. E isso acon­teceu para que pudéssemos compreender o amor e o amar. O substantivo e o verbo. O conceito e a ação!”

“A criação do mundo e do homem é uma vitória da luz sobre as trevas. “

“O cristão é Filho da Luz.”

“O sentido de trevas ou escuridão é dado àquilo que não se vê ou aquilo que não se pode ver porque envergo­nha. A violência, a corrupção, a mentira, o pecado nos remetem para as trevas.”

“A luz revela. Se há alguma sujeira na casa e as luzes estão apagadas, as pessoas não conseguem perceber a ausência do cuidado, da limpeza. Quando a luz se acende, o que era sujo começa a incomodar.”

“Cristo é o Filho da Luz. E os cristãos são convidados a ser os novos cristãos. Portanto, todos nós somos chamados a ser Filhos da Luz.”

“Quem vive no escuro tem medo da luz.”

“É pre­ciso se acostumar com a luz para que os olhos enxerguem, de fato, a paisagem que antes estava escondida.
A escuridão nos remete aos erros. Não os erros que cometemos. Errar faz parte. A escuridão faz parte dos erros em cuja permanência insistimos. Há tantos erros que são facilmente percebidos, mas a nossa teimosia e comodismo nos impedem a busca de uma nova vida. E incorremos nos mesmos erros. “

“A luz é a novidade. A paisagem só pode ser contemplada verdadeiramente sob a luz. Sem sujeiras.”

“Todos os dias, o marido de uma das casas, ao voltar do trabalho, encontrava a esposa repa­rando nas roupas sujas penduradas na área da casa vizi­nha. Ficava indignada. Não entendia por que não as lavava adequadamente primeiro, para só depois colocá-las no varal. E dizia isso com impaciência e com a certeza de que a vizinha era descuidada e suja. Depois de algum tempo, cansado das reclamações da mulher, o marido deu uma sugestão simples e óbvia. Disse a ela que limpasse o vidro da janela da sala deles, que estava imundo, e, então, veria que não eram as roupas da vizinha que estavam sujas.”

“É fácil jogar a culpa no outro. O problema é sempre do outro. Ser Filho da Luz é iluminar a vida para que os meus pro­blemas sejam resolvidos. Para isso é preciso assumir que eles existem.”
                                                                                                   
“A dificuldade em ver o meu problema faz com que eu não consiga solucioná-lo. O primeiro passo para levan­tar é ter a percepção da queda.”

“Jesus veio ao mundo, veio para os seus e os seus não O reconheceram. Faltou luz. Ágape é luz. É luz que dis­sipa as trevas, que dissipa a escuridão. É luz que ilumina e aquece.”

ORAÇÃO

Senhor,
Eu quero ser Filho da Luz.
Eu quero levar ao mundo a Tua luz.
Senhor,
Eu sei que muitas vezes eu vivi na escuridão.
O pecado foi me consumindo e eu me acostumei com as
trevas.
Eu fui infiel.
Eu abandonei o amor em busca de prazeres que no me
trouxeram a felicidade.
Eu errei, Senhor.
Mas hoje estou aqui Te pedindo perdão.
Hoje estou aqui abrindo as janelas e recebendo a Tua luz.
Que a Tua luz me invada, me retire o medo de viver e me
faça um anunciador.
Eu quero anunciar o Teu amor, mesmo que seja no deserto.
É essa a minha missão e é por isso que estou aqui nesta oração.
Faz de mim o que quiseres.
Eu Te amo, Senhor.
Sou Teu Filho.
Sou Filho da Luz!
Amém.
[2]
As bodas de Caná
Evangelho de São João
Capítulo 2

1 Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Gali­leia, e achava-se ali a mãe de Jesus.
2 Também foram con­vidados Jesus e os seus discípulos.
3 Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho.
4 Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. s Disse, então, sua mãe aos ser­ventes: Fazei o que ele vos disser.
6 Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que con­tinham cada qual duas ou três medidas.
7 Jesus ordena­-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima. a Tirai agora, disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram.
9 Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo
10 e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora.
11 Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Cana da Galileia. Mani­festou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.
12 Depois disso, desceu para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ali só demoraram poucos dias.

“Maria não desiste.”

“Maria é a mãe cuidadosa, zelosa, que se preocupa com os problemas de seus filhos.”

“Maria está ali para compreender a angústia e para solucionar o problema. Ela não é Deus, não é deusa, não tem o poder de trazer vida ao que falta, mas é a mãe do Filho de Deus, é a intercessora junto ao Mediador.”

“Maria sabe o que nos falta. E intercede por nós.”

“Maria olha nos olhos de seu filho e apenas mostra a Ele a angústia dos filhos seus. E Jesus compreende o seu pedido, um pedido de mãe deve ser atendido. Sua mãe pede e Jesus não atende de qualquer jeito, não faz com má vontade. Faz o melhor.”

“Maria guardava, em seu coração, a missão que se confirmou quando, na anunciação, ela proclamou: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua palavra" (Lc 1,38).”

“Maria é a escolhida e como tal é intercessora privile­giada. A mãe já traz em si o Ágape. O amor sem limites. O amor que não exige retribuição.”

“Pai e mãe não desistem de amar os filhos. Pai e mãe terrenos, cheios de imperfeições, não desistem do amor. Deus é nosso Pai. E é perfeito. E Maria, a mãe escolhida para cuidar da humanidade, a rainha da paz, mãe Ágape, a presença do amor.”

ORAÇÃO

Senhor,
Eu sei que me conheces e sabes dos meus problemas
Eu sei que me acompanhas mesmo quando eu me perco
Eu sei que quando tudo me falta o senhor está comigo
Eu sei que tu me destes uma mãe, MARIA
A Tua mãe é a minha mãe
MARIA, na simplicidade de sua presença, nunca
esteve ausente. Nos momentos em que a angústia
Atormentava as celebrações da vida, ela soube reconhecer e interceder.
Por isso eu peço, ó mãe, intercede por mim.
Quando o vinho acabar, intercede por mim.
Quando alguma coisa faltar, intercede por mim.
Quando eu me perder, intercede por mim.
Quando eu pecar, intercede por mim.
Quando eu deixar de amar, intercede por mim.
Senhor Amado, Obrigado pela mãe que nos destes
É mais uma prova de teu imenso Amor
Cuida de nós.
Amém.
[3]
A SAMARITANA
Evangelho de São João
Capítulo 4

5 Chegou, pois, a uma localidade da Samaria, chamada Sicar, junto das terras que Jacó dera a seu filho José.
 6 Ali havia o poço de Jacó. E Jesus,fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia.
7 Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber.
8 (Pois os discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos.)
9 Aquela samaritana lhe disse: Sendo tu judeu como pedes de beber a mim, que sou samaritana!...
(Pois os judeus não se comunicavam com s samaritanos.)
10Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria urna água viva.
11 A mulher lhe replicou: Senhor, não tens com que tirá-la, e o poço é fundo... donde tens, pois, essa água viva? 12 És, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos?
13 Respondeu-lhe Jesus: Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede,
14 mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna.

“Há uma linda história de mulheres em O livro das vir­tudes IIi, de William Bennett, que conta um fato acontecido na Alemanha, na Alta Idade Média. Foi no ano de 1141.
Wolf, duque da Bavária, estava cercado em seu castelo, sitiado pelos exércitos de Frederick, duque da Suábia, e de seu irmão, o imperador Konrad. O cerco vinha de muito tempo e não havia mais nada para ser feito. Wolf resolveu se entregar ao pior de seus ini­migos. As mulheres desses homens, entretanto, resolveram
enviar uma mensagem a Konrad, pedindo ao imperador um salvo-conduto para elas. Que saíssem do castelo sem nada sofrer e que fossem autorizadas a levar todos os bens que pudessem carregar.
A permissão foi concedida, e os portões do castelo se abriram. As mulheres foram saindo, trazendo uma estranha carga. Não era ouro. Não eram joias. Não eram pedras preciosas nem vestes ornamentadas. Cada uma vinha curvada com o peso do marido na esperança de salvá-los da vingança do vitorioso.
Diz a história que Konrad, homem bom e piedoso, se comoveu com a linda história de amor. Chorou diante daquela atitude extraordinária e garantiu às mulheres e aos maridos liberdade e segurança. Convidou todos para um banquete e celebrou a paz com o duque da Bavária.
Desde então, o monte do castelo passou a ser chamado de Monte de Weibertreue, que quer dizer "lealdade
Feminina”

“Não é o ódio que tem o poder de combater o ódio, mas o amor.”

“Jesus quer saciar a sua sede.”
           
“Jesus é surpreen­dente. Ele não se preocupa com o que vão dizer as outras pessoas. Se há alguém com sede, ele está pronto para dar a água que tem o poder de saciar a sede. A sede material e a sede espiritual. Jesus cuida de tudo. Ele não despreza as necessidades. Ele compre­ende a sua aflição e o seu cansaço. Jesus compreende, toca o coração e apre­senta algo imaterial que transcende ao tempo e ao espaço, que não termina nunca.”

“De que temos sede?
Sede de atenção?
Sede de amor?
Sede de reconhecimento?
Sede de paz?
Sede de felicidade?
Sede de uma história de vida com significado?
Jesus vem ao nosso encontro, independentemente do que as pessoas pensem de nós, que nos discriminem ou riam de nós. Ele não repara em nossas vestes rasgadas, tampouco em nosso coração ferido. Ele vem, gasta tempo conosco e nos oferece a água que nos restaura.”

ORAÇÃO

Senhor,
eu tenho sede.
No caminhar difícil da minha vida,
eu tenho sede.
Nos abandonos, nas perdas, nas incompreensões,
eu tenho sede.
Na miséria dos meus pecados,
eu tenho sede.
No passado que me atormenta,
eu tenho sede.
No futuro que me amedronta,
eu tenho sede.
No presente que me entristece,
eu tenho sede.
Eu quero água, Senhor.
Eu quero água viva.
A água que me lava e me alimenta.
A água que me lembra o nascimento, o batismo, o mar...
Eu quero a água viva que me mostra o mar de
possibilidades que eu tenho na vida.
Nada nem ninguém poderá me roubar o futuro.
Eu quero água viva.
Eu quero esse alimento, Senhor.
Obrigado, porque apesar de tantos que não me vêem,não me reconhecem, não gastam tempo comigo, o Senhor está aqui.
Fica mais tempo, Jesus.
Tua conversa me dá vida nova. Amém.
[4]
MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES
Evangelho de São João
Capítulo 6


1 Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.)
2 Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos.
3 Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos.
4 Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus.
5 Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?
6 Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer.
7 Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço.
8 Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:
9 Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes... mas que é isto para tanta gente?
10 Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil.
11 Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igual­mente dos peixes lhes deu quanto queriam.
12 Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.
13 Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos.

“Jesus cuida.”

“Ágape é amor e amor em ação.”

“O homem não pode ser coisificado, não pode ser um meio para a construção de um Estado insensível, mes­quinho. O homem é imagem e semelhança de Deus.”

ORAÇÃO

Senhor,
Eu Te peço que eu não tenha um coração mesquinho. Eu sei o quanto eu recebi de graça.
O quanto eu tenho sem merecer.
Eu Te peço um coração livre dos apegos, um coração capaz de partilhar.
Eu sei que não é possível abraçar a mim mesmo.     
Eu sei que há tanto de mim guardado, trancado, não partilhado.
Eu sei que muitas vezes sou avarento. Que sou
apegado aos bens materiais.
Eu sei que eu tenho mais do que necessito para viver.
Ajuda-me a partilhar.
Ajuda-me a cuidar dos meus irmãos que mais
precisam.
Eu quero partilhar o pão.
E eu sei que partilhando o pão ele será multiplicado.
Eu sei que fazemos parte de uma só família e que
devemos cuidar uns dos outros.
Eu quero cuidar dos meus irmãos.
Obrigado, Senhor, por me fazeres compreender
a lição do amor.
Amém.
[5]
A MULHER ADÚLTERA
Evangelho de São João
Capítulo 8

1 Dirigiu-se Jesus para o monte das Oliveiras.
2 Ao romper da manhã, voltou ao templo e todo o povo veio a ele. Assentou-se e começou a ensinar.
3 Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adul­tério.
4 Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério.
5 Moisés mandou-nos na lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes tu a isso?
6 Perguntavam-lhe isso, afim de pô-lo à prova e poderem acusá-lo. Jesus, porém, se inclinou para a frente e escrevia com o dedo na terra.
7 Como eles insistissem, ergueu-se e disse-lhes: Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.
8 Inclinando-se novamente, escrevia na terra.
9 A essas palavras, sentindo-se acusados pela sua própria consciên­cia, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele.
10 Então ele se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?
11 Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Disse-lhe então Jesus: Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.

“Madre Teresa de Calcutá nos ensina que "quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las'.”

“Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra. É a consciência que Jesus quer atin­gir.”

“As pedras das palavras ditas sem cuidado, das fofocas, das inverdades, das condenações. Jogar pedras é não enten­der o conceito cristão do amor.”

“Quando magoamos as pessoas com palavras ou atos impensados, muitas vezes em um momento de raiva, estamos deixando marcas de dor em seus corações e que não mais se dissiparão, mesmo que sejamos perdoados.”

“Jesus confere outra oportu­nidade. É a esperança. Ele permite uma nova vida.”

“É o amor, e não o ódio, que tem o poder de restaurar, de res­tabelecer o que ficou perdido na história de cada um.
Jesus dá atenção tem compaixão olha-a nos olhos, sem receios. E fala com o coração. Dá a oportunidade de construir uma nova história.”

ORAÇÃO

Senhor,
Estou em oração.
Eu quero Te pedir o dom do amor.
Eu não quero odiar as pessoas, nem julgar, nem jogar pedras
Eu não quero ser o acusador.
Eu não quero ser hipócrita em apontar os erros dos outros como se eu não tivesse erros.
Eu quero ser capaz de amar. Um amor que vê o essencial e não as aparências Um amor que acolhe e cuida
olhar seja capaz de enxergar um mundo novo e, ao enxergar esse mundo ajudar o meu irmão a construir uma nova historia.
Obrigado Senhor, pelo perdão
Obrigado, Senhor, pela esperança.
Obrigado, Senhor, por me perdoares e por me ensinares a perdoar os meus irmãos.
Obrigado, Senhor, por ouvires esta oração.
Amém.
[6]
O BOM PASTOR
Evangelho de São João
CAPÍTULO  10


1 Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.
2 Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas.
3 A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem. 4 Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz.
5 Mas não seguem o estranho; antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.
6 Jesus disse-lhes essa parábola, mas não entendiam do que ele queria falar.
7 Jesus tornou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.
8 Todos quantos vieram antes de mim foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram.
9 Eu sou aporta. Se alguém entrar por mim será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará pastagem.
10 O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância.
11 Eu sou o Bom Pastor. 0 Bom Pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.
12 O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não perten­cem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, aban­dona as ovelhas efoge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas.
13 O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas.
14 Eu sou o Bom Pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim,
15 como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas.

“Jesus é o Bom Pastor. Ele cuida de cada uma de Suas ove­lhas. Ele conhece as Suas ovelhas pelo nome, isto é, pela identidade das Suas ovelhas. Se uma delas se fere, Ele cuida. Se alguma se suja, Ele limpa.”

“Jesus se coloca como Bom Pastor, busca um vínculo cada vez maior com as Suas ovelhas. Dá a vida pelas Suas ovelhas. É novamente Ágape, o amor incondicional.”

Madre Teresa de Calcutá:
“Havia urna em que um velho ancião, habitante da Austrália, vivia em estado de extrema miséria e descuido. Ele era muito idoso e sua casa era suja, desarrumada. As pessoas o ignoravam e evitavam chegar perto dele, justamente pelo seu lastimável estado. Foi quando Madre Teresa aproximou-se dele e lhe pediu per­missão para arrumar sua casa, limpá-la e fazer a sua cama. Ele disse que estava bem daquela forma e agradeceu. A madre insistiu que ele poderia ficar muito melhor e ini­ciou a limpeza. Entre os inúmeros objetos empoeirados que encontrou, havia uma velha lamparina, toda suja e enferrujada. Perguntou, então, ao ancião, há quanto tempo ele não acendia a luz. Ele respondeu que não a usava nunca porque ninguém o visitava e por isso não precisava de luz. A boa senhora lhe indagou se ele acen­deria a lamparina todas as noites se as irmãs passassem a visitá-lo diariamente. Ele, alegremente, respondeu que sim. E assim aconteceu. Conta Madre Teresa que dois anos depois, ela já nem se lembrava direito daquele velho ancião quando recebeu a seguinte mensagem: "Contem à minha amiga que a luz que ela acendeu em minha vida continua brilhando'.”

“Cada um de nós, mesmo sujos, mesmo machucados, mesmo doentes, é uma ovelha, e Jesus não tem nojo das Suas ovelhas. Ele tocou nos leprosos que eram tão discriminados naquela época. Ele conversou com os
pecadores. Tocou em mortos. Acolheu as crianças e as mulheres, contrariando a tradição do seu povo. Ele cuida de quem O conhece e de quem não O conhece. Mas suas ovelhas O conhecem, porque Ele se faz conhecer.”

“É esse o oficio de Deus feito homem, cuidar do Seu rebanho, que é a humanidade inteira. A pessoa toda e todas as pessoas.”

ORAÇÃO

Senhor,
Tu és o Bom Pastor.
Eu sou a Tua ovelha.
Em alguns dias, estou sujo; Em outros, estou doente.
Em alguns dias, me escondo; Em outros, me revelo.
Sou uma ovelha ora mansa, ora agitada.
Sou uma ovelha ora perdida, ora reconhecida.
Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Eu conheço a Tua voz. É que às vezes a surdez toma conta de mim.
Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Não permitas que eu me perca, que eu me desvie do Teu rebanho.
Mas se eu me perder, eu Te peço, Senhor,
Vem me encontrar.
Amém.
[7]
Ressurreição de Lázaro
Evangelho de São João
Capítulo 11

1 Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta.
2 Maria era quem ungira o Senhor com o óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os seus cabelos. E Lázaro, que estava enfermo, era seu irmão.
3 Suas irmãs mandaram, pois, dizer a Jesus: Senhor, aquele que Tu amas está enfermo.
4 A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfer­midade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus.
5 Ora, Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro.
6 Mas, embora tivesse ouvido que ele estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar.
7 Depois, disse a seus discípulos: Voltemos para a Judeia.
8 Mestre, responderam eles, há pouco os judeus te queriam apedrejar, e voltas para lá?
9 Jesus respondeu: Não são doze as horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo.
10 Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz.
11 Depois destas palavras, ele acrescentou: Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo.
12 Disseram-lhe os seus discípulos: Senhor, se ele dorme, há de sarar.
13 Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal.
14 Então Jesus lhes declarou aber­tamente: Lázaro morreu.
15 Alegro-me por vossa causa, por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos a ele.
16 A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscí­pulos: Vamos também nós, para morrermos com ele. 17 À chegada de Jesus, já havia quatro dias que Lázaro estava no sepulcro.
18 Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios.
19 Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão.
20 Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro. Maria, porém, estava sentada em casa.
21 Marta disse a Jesus: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!
22 Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus te concederá.
23 Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressurgirá.
24 Respondeu-lhe Marta: Sei que há de ressurgir na Ressurreição no último dia.
25 Disse­-lhe Jesus: Eu sou a Ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.
26 E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto?
27 Res­pondeu ela: Sim; Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo.
28 A essas pala­vras, ela foi chamar sua irmã Maria, dizendo-lhe baixinho: O Mestre está aí e te chama.
29 Apenas ela o ouviu, levantou-se imediatamente e foi ao encontro dele.
30 (Pois Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava ainda naquele lugar onde Marta o tinha encontrado.)
31 Os judeus que estavam com ela em casa, em visita de pêsames, ao verem Maria levantar-se depressa e sair, seguiram-na, crendo que ela ia ao sepulcro para ali chorar.
32 Quando, porém, Maria chegou onde Jesus estava e o viu, lançou-se aos seus pés e disse-lhe: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!
33 Ao vê-la chorar assim, como também todos osjudeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção,
34 perguntou: Onde o pusestes? Responderam-lhe: Senhor, vinde ver.
35 Jesus pôs-se a cho­rar.
36 Observaram por isso os judeus: Vede como ele o amava!
37 Mas alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos do cego de nascença, fazer com que este não morresse?
38 Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra.
39 Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã cio morto: Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí...
40 Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra.
41 Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste.
42 Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me enviaste.
43 Depois destas pala­vras, exclamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!
44 E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.

“A fé nos sereniza. “

“O Pai criou o mundo como expressão do Seu amor. Somos todos diferentes. Os animais também. Sons, tama­nhos, tipos, cenários etc. Regiões com climas diferentes. Há beleza em tudo o que o Pai nos deu e nos dá de pre­sente. “

“É a fé que nos tranquiliza e é o amor que nos impulsiona a viver todos os dias como se fosse o último.”

“Uma vez uma garotinha, com os olhos cheios de água e o coração inundado pela tristeza, trazia o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte do seu cão de estimação. Com pesar, observava, atenta, o jardineiro enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também.
O avô, que observava a neta, aproximou-se, envolveu-a num abraço e falou-lhe com serenidade: "Triste a cena,
não é verdade?' A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância.
No entanto, o avô, que sinceramente desejava confortá-la, chamou-lhe a atenção para outra realidade. Tomou-a pela mão e a conduziu até uma janela opostamente loca­lizada na ampla sala. Abriu as cortinas e permitiu que ela visse O imenso jardim florido à sua frente, e lhe perguntou carinhosamente: "Está vendo aquele pé de rosas amare­las, bem ali à frente? Lembra que você me ajudou a plantá­-lo? Foi num dia de sol como o de hoje que nós dois o plantamos. Era apenas um pequeno galho cheio de espi­nhos, e hoje... veja como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas.. ?
A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso, mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre uma e outra, das tantas rosas de variados matizes, que enfeitavam o jardim. O avô, satisfeito por tê-la ajudado a superar o momento de dor, falou-lhe com afeto: "Veja, minha filha, a vida nos oferece sempre várias janelas'

“Chorar pela perda faz parte do sentimento humano. Mas ficar diante da janela da perda faz parte de uma busca pela infelici­dade. É preciso olhar por outras janelas.”

“A dor deve nos aproximar do que somos e nos levar ao encontro de algo maior.”

“Temos amigos imperfeitos, mas nem por isso menos amigos. Temos amigos imperfeitos, mas é o que temos. E somos também imperfeitos diante dos nossos amigos. É o que somos. Tudo o que há nessa vida é perfeito como criação e imperfeito como resultado da ação humana.”

O monsenhor Jonas Abib conclamava “as pessoas a pedirem perdão umas às outras pelas imperfeições. Dizia ele que todos nós estamos em construção e, portanto, devemos pedir desculpas pelos incômodos. Estamos em construção. Não estamos prontos.”

“Jesus é sensível à dor. Ele não está ausente quando a dor fala mais alto, ao contrário, está sempre presente, como conta a história e a canção das pegadas na areia; nos momentos mais difíceis, só há duas pegadas porque Jesus nos carrega no colo.”

ORAÇÃO

Senhor,
Escuta a minha oração.
Eu tenho medo da morte, Senhor.
Eu tenho medo da separação.
Eu tenho medo da dor.
Senhor,
Eu já chorei, já sofri e continuo triste.
Eu Te peço o dom da alegria.
Que os meus dias possam ser iluminados pela
alegria.
Que a tristeza não fique por muito tempo. Na separação eu aceito a saudade, não o desespero.
Nas perdas, que eu ganhe aprendendo.
Nos tombos, que eu ganhe levantando. Na morte, que eu ganhe vivendo.
Senhor,
Escuta a minha oração.
Amém.
[8]
Jesus lava os pés de seus discípulos
Evangelho de São João
Capítulo 13

1 Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.
 2 Durante a ceia - quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo -,
3 sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que safra de Deus e para Deus voltava,
 4 levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela.
5 Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido.
6 Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!...
7 Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve.
8 Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!... Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo. 9 Exclamou então Simão Pedro: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça.
10 Disse-lhe Jesus: Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!...
11 Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais puros.
12 Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz?
13 Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.
14 Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros.
15 Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós.
16 Em verdade, em verdade vos digo: o servo não é maior do que o seu Senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou.
17 Se compreenderdes estas coisas, sereis felizes, sob condição de as praticardes.

“O mestre lava os pés dos seus discípulos. O mestre é o que ensina a servir. Quem tem o poder, de fato, é aquele que tem o poder de servir.”

“Jesus nos ensina a reconhecer a nossa condição de seres limitados. Não há filho de Deus de primeira catego­ria e de segunda categoria. Não há viajante, na estrada da vida, de classe executiva ou econômica. Somos todos fei­tos do mesmo barro, da mesma condição humana, dos mesmos riscos de pecado e das mesmas possibilidades de santidade.”

São João da Cruz:
“Agrada mais a Deus uma obra, por pequena que seja, feita às escondidas e sem desejo que saiba, do que mil feitas com desejo de que os homens as saibam, pois quem trabalha por Deus com amor puríssimo, não somente não se lhe dá que os homens o vejam, mas nem mesmo faz as obras para que Deus as saiba, e mesmo que nunca Ele as viesse saber, não deixaria de prestar-lhe os mesmos serviços, e isto com a mesma alegria e pureza de amor.”

“A humildade nos aproxima de Deus. A humildade nos revela Deus. Nas pequenas coisas do dia a dia experimen­tamos a presença de Deus. A humildade retira o véu que nos impede de contemplar a criação com os nossos pró­prios olhos. E tudo foi criado para nós. Para que vivêsse­mos e convivêssemos plenos de amor. Ágape.”

ORAÇÃO

Senhor,
Eu Te peço o dom da humildade.
Eu não quero ser arrogante, não quero ser maior
do que os meus irmãos.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero me lembrar sempre de que sou pó e ao pó
haverei de voltar.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero servir com amor sem esperar nada em troca.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero viver cada dia lembrando-me de Teus ensinamentos.
Eu Te peço a dom da humildade.
Quero cuidar e permitir que cuidem de mim sem
nenhuma arrogância.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero ser um servidor.
Eu Te peço o dom da humildade.
Amém.
[9]
Amor fraterno
Evangelho de São João
Capítulo 15

12 Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.
13 Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.
14 Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.
15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.
16 Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, afim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.
170 que vos mando é que vos ameis uns aos outros.

“Aqui está o maior de todos os mandamentos: o amor.”

“O amor não é uma imposição intrusa, externa. É uma condição própria do homem. O amor anima, isto é, dá alma à existência humana. O amor traz o significado à vida.”

“Os gregos falavam dos três tipos de amor: Eros, Filia e Ágape. Eros é o mais aprisionado, brincalhão. Filia é amizade. E Ágape é divino. É amor que não exige retribui­ção. É puro. É livre.”

“Quem ama é justo. Quem ama é verdadeiro. Quem ama é paciente.”

“O amor é ainda maior do que a fé e a esperança. O outro nome do amor é a caridade. A caridade não é Eros, nem Filia. É Ágape”

Há um conto chinês que narra a história de um jovem que foi visitar um sábio conselheiro e lhe falou sobre as dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por uma bela moça.
“O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe ape­nas uma coisa: "Ame-a'
E logo se calou.
O rapaz, insatisfeito, acrescentou: "Mas ainda tenho dúvidas.. .'
Novamente, o sábio lhe disse: "Ame-a'
E, diante do desconcerto do jovem, depois de um breve silêncio, continuou:
Meu filho, amar é uma decisão, não um senti­mento. Amar é dedicação. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jar­dim. Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda. Simplesmente: Ame! A vida sem AMOR... não tem sentido.
E ainda prosseguiu o sábio:

A  inteligência sem amor te faz perverso.
A justiça sem amor te faz implacável.
A diplomacia sem amor te faz hipócrita.
O êxito sem amor te faz arrogante.
A riqueza sem amor te faz avarento.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor te faz orgulhoso.
A beleza sem amor te faz ridículo.
A autoridade sem amor te faz tirano.
O trabalho sem amor te faz escravo.
A simplicidade sem amor te deprecia.
A lei sem amor te escraviza.
A política sem amor te deixa egoísta.
A vida sem AMOR... não tem sentido.

“O amor dá significado às relações. Tornamo-nos mais dóceis, mais inteiros, mais comprometidos com o outro.”

Nelson Mandela:
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele,
ou por sua origem, ou sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar,
podem ser ensinadas a amar,
pois o amor chega mais naturalmente
ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.”

“Toda a lei se resume neste lindo ensinamento de Jesus: "Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.".”

Santo Agostinho:
“Ama e faz o que quiseres.
De uma vez por todas, uma pequena regra é exigida de ti: ama e faz o que desejas. Se tu manténs o silên­cio, faz isso por amor; se gritas, faze-o por amor. Se evitas punir, faz isso por amor.”

“Cultiva em ti a planta do amor, pois dela só poderá vir o que é verdadeiramente bom.
Por amor.”

“Quem ama nunca faz o mal, e é para o bem que nascemos!”

ORAÇÃO

Senhor, Deus do Amor, ensina-me a amar.
Mesmo que meus olhos se fechem,
Ensina-me a amar.
Mesmo que meus ouvidos se ensurdeçam
Ensina-me a amar.
Mesmo que minha boca silencie,
Ensina-me a amar.
Mesmo que meus braços e pernas se cansem, Ensina-me a amar.
Mesmo que o mundo me apresente outros valores, Ensina-me a amar.
Mesmo que os meus irmãos me traiam,
Ensina-me a amar.
Mesmo que a esperança se vá,
Ensina me a amar.
Mesmo nos momentos sem fé
Ensina-me a amar.
Eu quero amar, Senhor.
Primeiro a Vós e depois aos meus irmãos.
Quero amar a mim mesmo, sem egoísmos, mas como templo do Vosso Santo Espírito.
Amém.
[10]
Crucificação
Evangelho de São João
Capítulo 19

17 Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar cha­mado Calvário, em hebraico Gólgota.
18 Ali o crucifica­ram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.
19 Pilatos redigiu também uma inscrição e afixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus.
20 Muitos dos judeus leram essa inscrição, por­que Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego.
21 Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus.
22 Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi.
23 Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha cos­tura.
24 Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas ves­tes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados.
25 Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
26 Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.
27 Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.

“Jesus carrega nos ombros os pecados de todos nós.”

“Do alto da cruz, Jesus entrega sua mãe ao discípulo amado, João. E pede que um cuide do outro. Jesus entrega a humanidade à sua mãe.”

“Que a serenidade de Maria seja uma inspiração para todas as mulheres e todos os homens.”

“A morte é como uma ponte que nos conduz para a vida nova. É preciso apenas caminhar. O esforço maior já foi feito. A cruz mais pesada já foi carregada. A promessa do Pai, o Ágape, foi cumprida. Cabe a nós apenas assumirmos essa salvação vivendo em nosso dia a dia o amor.”

“A cruz é um acontecimento central na história da sal­vação. Sem a morte, não haveria a Ressurreição. A morte é um sinal da obediência de Jesus ao Pai. De uma obe­diência que não termina com a morte porque Deus é maior do que a morte.”

“A cruz é sinal de entrega. É a maior prova de amor. Os pecados dos homens estavam pregados naquele madeiro. A aliança estava sendo restabelecida.”

“Receber a cruz como bem-vinda é reconhecer que o calvário precisará ser percorrido nesta vida terrena.”

Santa Terezinha do Menino Jesus:
“Para mim, a oração é um impulso do coração, um simples olhar lançado aos céus, um grito de reconhecimento e de amor, tanto em meio às provas, como às alegrias; enfim, é algo de muito grande, de sobrenatural que me dilata a alma e me une a Jesus.”

Irmã Dulce:
“Toda a nossa força - está na oração. Sem ela, não podemos fazer nada.
É por intermédio da oração que obtemos de Deus as graças necessárias para executar bem nossa missão entre os pobres. Somos criaturas humanas, frágeis e sujeitas às tentações. Através da oração, Deus nos transmite todas as graças de que neces­sitamos para levar a cabo o nosso trabalho de amor e de dedicação sem reservas aos nossos irmãos sofredores, os pobres.
A oração é o alimento da nossa alma, não podemos viver sem rezar: ela pode ser feita em qualquer lugar, a qualquer momento. Podemos rezar até mesmo enquanto dormimos, oferecendo a Deus a nossa respiração como pedido de perdão pelos pecados, nossos e do mundo inteiro, e cada palpi­tação do coração, como um gesto de amor ofere­cido a Deus, que tanto nos amou e ama. Assim, mesmo dormindo, rezamos.”

“Essa felicidade é como uma suave recompensa pela ação nobre, pelo movimento em direção ao outro, ao nosso irmão. É uma sensação experimentada por tantas mulheres e homens que deixam de lado os seus afazeres pessoais para cuidar daqueles que mais precisam.”

ORAÇÃO

Meu Senhor amado,
Eu agradeço o Teu sangue derramado.
Eu agradeço o calvário pelos meus pecados.
Eu agradeço a Tua humildade em aceitar ate o fim a Tua missão
Meu Senhor amado,
O ódio não venceu o amor.
O ódio não pode vencer o amor, nunca!
Eu te peço pelos ódios que ainda frequentam os meus pensamentos
Eu te peço pelos ódios que ainda frequentam as minhas ações as minhas palavras
Liberta-me, Senhor, do mal do ódio. Liberta-me, Senhor, do mal da fofoca.
Liberta-me, Senhor, do mal da ausência de amor. Eu quero dizer sim ao Teu projeto de amor. Que a minha vida seja salva pela Tua vida e pelo meu sim.
Eu sou livre, Senhor. Tua vida me faz livre. Tua morte me faz livre. Tua Ressurreição me faz livre. Meu Senhor amado,
Eis-me aqui, salvo e liberto pelo Teu sangue.
Eis-me aqui salvo e liberto pela Tua gloria
Em Tuas mãos Senhor, eu coloco as minhas ações e as minhas intenções
Eu quero ser como João, cuidado pela Tua mãe, pela minha mãe.
Eu quero ser como João, responsável por cuidar e amar.
Eis-me aqui Senhor, falho, pecador, mas cheio de amor.
Faça-se em mim a Tua vontade como Maria com Maria
Amém.