31 julho 2011

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A SAMARITANA
Evangelho de São João
Capítulo 4

5 Chegou, pois, a uma localidade da Samaria, chamada Sicar, junto das terras que Jacó dera a seu filho José.
 6 Ali havia o poço de Jacó. E Jesus,fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia.
7 Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber.
8 (Pois os discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos.)
9 Aquela samaritana lhe disse: Sendo tu judeu como pedes de beber a mim, que sou samaritana!...
(Pois os judeus não se comunicavam com s samaritanos.)
10Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria urna água viva.
11 A mulher lhe replicou: Senhor, não tens com que tirá-la, e o poço é fundo... donde tens, pois, essa água viva? 12 És, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos?
13 Respondeu-lhe Jesus: Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede,
14 mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna.

“Há uma linda história de mulheres em O livro das vir­tudes IIi, de William Bennett, que conta um fato acontecido na Alemanha, na Alta Idade Média. Foi no ano de 1141.
Wolf, duque da Bavária, estava cercado em seu castelo, sitiado pelos exércitos de Frederick, duque da Suábia, e de seu irmão, o imperador Konrad. O cerco vinha de muito tempo e não havia mais nada para ser feito. Wolf resolveu se entregar ao pior de seus ini­migos. As mulheres desses homens, entretanto, resolveram
enviar uma mensagem a Konrad, pedindo ao imperador um salvo-conduto para elas. Que saíssem do castelo sem nada sofrer e que fossem autorizadas a levar todos os bens que pudessem carregar.
A permissão foi concedida, e os portões do castelo se abriram. As mulheres foram saindo, trazendo uma estranha carga. Não era ouro. Não eram joias. Não eram pedras preciosas nem vestes ornamentadas. Cada uma vinha curvada com o peso do marido na esperança de salvá-los da vingança do vitorioso.
Diz a história que Konrad, homem bom e piedoso, se comoveu com a linda história de amor. Chorou diante daquela atitude extraordinária e garantiu às mulheres e aos maridos liberdade e segurança. Convidou todos para um banquete e celebrou a paz com o duque da Bavária.
Desde então, o monte do castelo passou a ser chamado de Monte de Weibertreue, que quer dizer "lealdade
Feminina”

“Não é o ódio que tem o poder de combater o ódio, mas o amor.”

“Jesus quer saciar a sua sede.”
           
“Jesus é surpreen­dente. Ele não se preocupa com o que vão dizer as outras pessoas. Se há alguém com sede, ele está pronto para dar a água que tem o poder de saciar a sede. A sede material e a sede espiritual. Jesus cuida de tudo. Ele não despreza as necessidades. Ele compre­ende a sua aflição e o seu cansaço. Jesus compreende, toca o coração e apre­senta algo imaterial que transcende ao tempo e ao espaço, que não termina nunca.”

“De que temos sede?
Sede de atenção?
Sede de amor?
Sede de reconhecimento?
Sede de paz?
Sede de felicidade?
Sede de uma história de vida com significado?
Jesus vem ao nosso encontro, independentemente do que as pessoas pensem de nós, que nos discriminem ou riam de nós. Ele não repara em nossas vestes rasgadas, tampouco em nosso coração ferido. Ele vem, gasta tempo conosco e nos oferece a água que nos restaura.”

ORAÇÃO

Senhor,
eu tenho sede.
No caminhar difícil da minha vida,
eu tenho sede.
Nos abandonos, nas perdas, nas incompreensões,
eu tenho sede.
Na miséria dos meus pecados,
eu tenho sede.
No passado que me atormenta,
eu tenho sede.
No futuro que me amedronta,
eu tenho sede.
No presente que me entristece,
eu tenho sede.
Eu quero água, Senhor.
Eu quero água viva.
A água que me lava e me alimenta.
A água que me lembra o nascimento, o batismo, o mar...
Eu quero a água viva que me mostra o mar de
possibilidades que eu tenho na vida.
Nada nem ninguém poderá me roubar o futuro.
Eu quero água viva.
Eu quero esse alimento, Senhor.
Obrigado, porque apesar de tantos que não me vêem,não me reconhecem, não gastam tempo comigo, o Senhor está aqui.
Fica mais tempo, Jesus.
Tua conversa me dá vida nova. Amém.